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Imprensa MarromVersão em evolução autoral, com regravação prevista de voz e de trilhas selecionadas.
Composição sobre bastidores ocultos, jogo sujo e verdades que quase nunca aparecem com clareza na vida pública. A letra traduz bem a veia politizada da Imprensa Marrom e continua atual ao mostrar como a verdade muitas vezes segue abafada.
Gravação original no LP Imprensa Marrom, 1993.
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Áudio
Versão em evolução autoral, com regravação prevista de voz e de trilhas selecionadas.
Letra e cifra
[Dm Dm7 D4(9) Dm(11)] 2x
Dm Dm7 Há verdade entre os dedos
D7/4 Gm7mas não há nada nas mãos.
Dm Dm7 O que mais há é medo de enxergar.
D4 Gm7 A verdade sempre esteve em seu lugar!
Dm F Dm C
Dm F Dm C
Dm F Dm C
Dm F Dm Cm7
Dm Há mais medo a cada segredo.
Cm Gm7 Bb CE fome em cada coração.
Dm Há verdade entre os dedos,
Cm Gm7 Bb Cmas não há nada nas mãos.
Bb Porque há algo de errado com as regras.
Dm7 (F Dm7) Mas nesse jogo ninguém se entrega.
(F Bb) Bbm7E há verdade só entre os dedos...
Gm7 Nada nas mãos!
Dm F Dm C
Dm F Dm C
Dm F Dm C
Dm F Dm C Cm7
Dm Depois de Gandhi e Chico Mendes,
Cm7 Gm7 Bb Cpra ganhar eu só preciso empatar...
Dm De que adianta regras de jogo sujo,
Cm7 Gm7 Bb Cquando ninguém quer jogar?
Bb Porque há algo de errado com as regras!
Dm7 (F Dm7) E nesse jogo ninguém se entrega.
(F Bb) Bbm7Há verdade só entre os dedos…
Gm7 Nada nas mãos!
Dm F Dm C
Dm F Dm C
Dm F Dm C
Dm F Dm C Cm7
Dm E não há nada de novo no front,
Cm7 Gm7 Bb C de quem insiste em não guerrear.
Dm De que adianta regras de jogo sujo,
Cm7 Gm7 Bb C quando ninguém quer jogar?
Bb Por que há algo de errado com as regras.
Dm7 (F Dm7) E nesse jogo ninguém se entrega.
(F Bb) Bbm7 E há verdade só entre os dedos...
Gm7 Nada nas mãos!
Dm Dm7 C Bb
Dm Dm7 C Bb
D5 C5 Bb5 C5
D5 C5 Bb5 Gm7
Dm7 E nesse jogo ninguém se entrega!
Bb Bbm7 Há verdade só entre os dedos
Gm7 Nada…
D Dm7 D7/4 Bb
D5 C5 Bb5 C5
D5 C5 Bb5 G7 Dm7
Análise Harmônica Feita por IA
Centrada em Ré menor (Dm), a música estabelece desde a introdução um ostinato hipnótico onde a tríade básica é constantemente transformada por extensões e suspensões internas (Dm – Dm7 – D4(9) – Dm(11)), gerando movimento melódico dentro de um único centro estático. Enquanto o riff de guitarra trabalha sobre a cadência modal dórica/eólia (Dm – F – Dm – C), a estrofe introduz um sombreamento inesperado ao descer um tom inteiro para Dó menor (Dm → Cm7 → Gm7 → Bb → C), deslocando momentaneamente o eixo tonal para refletir a ambiguidade e os bastidores do "jogo sujo".
No refrão, a escrita harmônica utiliza acordes de passagem sincopados ((F Dm7) e (F Bb)) que culminam no empréstimo modal menor Bb → Bbm7 → Gm7 exatamente sobre a frase-título "Há verdade só entre os dedos... Nada nas mãos!". O cromatismo descendente entre Bb e Bbm7 esvazia a estabilidade do acorde maior no instante em que a letra fala da verdade que escapa, antes de o arranjo ganhar peso rock nos power chords (D5 – C5 – Bb5) e fechar em uma resolução tensa com terça maior na abertura do final (D – Dm7 – D7/4 – Bb).
Origem da obra
LP Imprensa Marrom, 1993.
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